Dhara, a tua pele esbranquiçada talvez fosse tua alma transbordada de teus poros dinamarqueses. oque aconteceu com teus prazeres infantis que te deixavam cada vez mais madura para a morte? nós costumavamos confundirmos com a simplicidade do coito e deixávamos o começo pro final. tu te fortificavas no teu desejo sadomasoquista de amar. agora tu te entregas aos sorrisos fáceis e esqueceste de chorar porque Deus assim quer. Uma vez me mostrate teus cabelos cacheados numa redoma dourada e neles repousavamos uma tarja afrodisiaca que servia de espanta-moscas do nosso lixo de amor. Tu te fazias a pior delas pra ti mesma, e eras contigo uma como era pra mim, e foste pra alguns em segredo. Agora tu te fazes de contente com a ausência de tuas virtudes (e mistérios?) e eu rezo pra que saibas disso.