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wDomingo, Janeiro 29, 2006


notas pós-guerra.
A correspondencia foi entregue e segundo seu plano malígno, ela deveria almaldiçoar desde as mãos do carteiro oleoso à praça da paz celestial. Mas um feito ja era bem feito sobre a vítima que recebeu o macabro e sorriu pro diabo.
De novo acordado eu acho que venço o descanço e o cansaço. Apronto o futuro. desligo o telefone.
Como as mãos de quem toca contra-baixo. como o calo cultivado. como a criança que volta sangrando e só descobre a ferida no banho, eu venci.

Belle and Sebastian - waiting for the moon to rise (eu tenho raiva dessa música pq eu até hoje busco imita-la)


posted by Haroldo at 2:20 PM


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wDomingo, Janeiro 22, 2006


Título
Que interessante a vista daqui deste sentimento privado. Que ângulo, quantas cores e formas inesperadas. Eu quero um copo d'água para digerir esta cápsula. Ela é muito gorda e vai arranhar minha garganta e rasgar minha carne.
Que Rasgue.
e que o pedaço decepado caia sobre a lajota e forme novos ângulos, cores, formas, etc...

(esta é a primeira reticência verdadeira desde blog)


posted by Haroldo at 3:46 PM


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wDomingo, Janeiro 15, 2006


Today's fortune:
You are going to have a very comfortable old age

cara.. que máximo. adorei.


posted by Haroldo at 1:16 PM


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wSábado, Janeiro 07, 2006




"we must never be apart..."


posted by Haroldo at 11:59 PM


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wQuarta-feira, Janeiro 04, 2006


Nossa Truculência



Quando penso na alegria voraz
com que comemos galinha ao molho pardo,
dou-me conta de nossa truculência.
Eu, que seria incapaz de matar uma galinha,
tanto gosto delas vivas
mexendo o pescoço feio
e procurando minhocas.
Deveríamos não comê-las e ao seu sangue?
Nunca.
Nós somos canibais,
é preciso não esquecer.
E respeitar a violência que temos.
E, quem sabe, não comêssemos a galinha ao molho pardo,
comeríamos gente com seu sangue.

Minha falta de coragem de matar uma galinha
e no entanto comê-la morta
me confunde, espanta-me,
mas aceito.
A nossa vida é truculenta:
nasce-se com sangue
e com sangue corta-se a união
que é o cordão umbilical.
E quantos morrem com sangue.
É preciso acreditar no sangue
como parte de nossa vida.
A truculência.
É amor também.

(clarice Lispector)

phoenix - too young


posted by Haroldo at 11:24 AM